Lembra: não faz muito tempo era comum dizer até por brincadeira (de mau gosto, por sinal), que lugar de mulher é no tanque. Nada de repetir essa piada. As mulheres conquistaram mercado profissional e com ele a responsabilidade de chefiar famílias.
Não se surpreenda: esse é um dos dados da pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 29,9% das entrevistas as mulheres foram apontadas como referências do lar, o que representa aumento de 8% em relação a 1996.
Comodismo dos homens? Não. Segundo a pesquisa mudaram os critérios para que as famílias escolham o responsável pelo lar. O novo critério inclui a escolaridade feminina e a posse do imóvel pela mulher, confirmando o crescimento do poder feminino. Mas os homens continuam ganhando mais em 47% das famílias lideradas por mulheres e quando o casal trabalha o homem recebe (em 70% dos casos) melhor salário, o que mostra que a desigualdade persiste nas relações de trabalho. Quer dizer: mesmo exercendo a mesma atividade a mulher tem salário inferior, o que não impede que a mulher administre sozinha a família.
É uma importante radiografia do Brasil confirmando a cada vez maior importância feminina para a capacidade produtiva de um país que precisa unir forças no enfrentamento das muitas e dificuldades que enfrenta.
Outro dado importante da pesquisa revela que mais da metade dos alunos que frequentam as universidades públicas é da faixa que compreende os 20% mais ricos da população, consequência de um melhor preparo e um alerta para que se dê aos alunos do ensino público médio as mesmas condições de disputa. Quase sete em cada dez analfabetos são pessoas identificadas como preta ou parda, totalizando 10 milhões de pessoas em todo o país. O analfabetismo entre os indivíduos com 15 ou mais anos de idade é de 6.5% para os brancos e 14% para pretos e pardos.
Importante a comprovação de que lugar de mulher não é no tanque. Afinal, não é de hoje que inventaram a máquina de lavar. Que, aliás, é ela, a mulher quem, na maioria das vezes compra. E paga.
segunda-feira, 8 de março de 2010
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