sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Uso da maconha não precisa do incentivo de estudo britânico

Até que ponto é importante divulgar estudos científicos que não costumam beneficiar em nada a maior parte da população mundial? Fazer estudos e científicos é muito importante, mas a divulgação geralmente é mais nociva do que benéfica: na maioria das vezes representam apenas uma incerteza já que mesmo após a divulgação os estudos precisam ainda, na maioria das vexes, de muito chão para se tornarem uma realidade. Portanto, a divulgação só serve para alimentar esperanças e criar falsas ilusões. É, por exemplo, o caso de recente estudo britânico realizado por pesquisadores do King’s College em Londres. Os pesquisadores estudaram milhares de pessoas com 50 anos e descobriram que os que tinham usado drogas ilícitas (principalmente a maconha), tiveram um desempenho melhor do que os outros nos testes de memória e de outras funções cerebrais. A nova teoria desmente estudos científicos comprovando que a maconha acaba com a chamada memória recente, ou seja, faz de seu usuário um alienado quase total.
Não sei confesso que importância tem esse tipo de estudo, principalmente porque o mundo tem no combate ao uso de drogas uma de suas maiores preocupações. Como o ser humano (os jovens principalmente) é muito influenciável fico me perguntando se esse tipo de estudo e sua divulgação não é uma maneira de incentivar a garotada a usar maconha para quem sabe ter uma memória melhor no futuro, ou seja, quando chegar aos 50 anos. Segundo o estudo “os resultados parecem sugerir que o uso de drogas no passado ou atualmente não está associado com o funcionamento cognitivo na meia idade”. Quer dizer: o estudo não significa absolutamente nada, mas mesmo assim é nocivo porque, ainda que não tenha essa intenção acaba incentivando o uso da maconha, se bem que essa é uma droga fora de moda. De qualquer maneira os pesquisadores fazem um alerta: “nossos resultados não excluem eventuais (eventuais nada, garantidos sim) efeitos nocivos em alguns indivíduos que podem estar expostos a drogas durante longos períodos do tempo”. Loucura, loucura: o estudo desmente suas próprias conclusões e se não tem nenhum conclusão não precisa ser divulgado e incentivar ainda mais o mortal uso da maconha, assim como o de outras drogas. O mundo já tem maconheiros demais. (Eli Halfoun)

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