Sempre que se aproximam as festas de fim de ano e mesmo que o brasileiro, mesmo que não se tenha motivo para tanta alegria, comemora-se o mês de dezembro inteiro até porque essa é uma boa desculpa para beber mais e para jogar mais conversa fora. Essa é também a época em que o vinho ganha destaque na escolha dos consumidores, mas do jeito que ainda andam os preços quase todo mundo acaba se contentando com um desses vinhos ( se é que se pode chamar aquilo de vinho) de garrafão. Assim, além de ter que aturar um paladar que não é lá dos mais agradáveis, o vinho de garrafão se faz mais ativo no dia seguinte quando costuma provocar uma enorme dor de cabeça.
Quem gosta e pode consumir bons vinhos precisa conhecer algumas regrinhas que melhoram o prazer da degustação.
1 - Beber vinho é uma questão de estilo e é fundamental servir a bebida na temperatura adequada: de uma maneira geral bebe-se o tinto a 10 graus, os brancos a 12 graus e os espumantes a 6 graus;
2- copo certo é o ideal para qualquer bebida, mas no caso do vinho a taça é um instrumento de apreciação do líquido: para os tintos de mesa as taças recomendadas são as ovaladas e para os espumantes o correto são as taças flute, ou seja, as alongadas;
3- A escolha do tipo de vinho depende da comida que a bebida acompanhará. O conselho clássico é que os brancos sejam consumidos (na temperatura certa) com peixes ou massas com molho branco; já os tintos são bom acompanhamento para carnes e massas com molho vermelho;
4 - Especialistas ensinam que o “sabor do vinho deve ser proporcional ao da comida, ou seja, quanto mais forte for o tempero, mais forte o vinho pode ser, o que faz com que assim um não anule o outro“;
5 - Para identificar um bom vinho a regra é levantar a taça ( segurando pela base) até a altura dos olhos, o que permite identificar cores e tonalidades;
6 - É bom conhecer as tonalidades: violácea é própria dos vinhos tintos jovem de acidez saliente; rubi também é tom de vinhos jovens, mas de acidez menos áspera e os de tonalidade escura são os vinhos tintos equilibrados e maduros;
7 – Para descobrir os aromas movimente a taça em círculo e aproxime-a do nariz. O balançar do vinho libera grande quantidade de perfumes. Para conhecer melhor o sabor sirva um gole, movimente o vinho na boca e perceba as inesperadas nuances de paladar.
8 - Engana-se quem pensa que qualquer uva pode ser transformada em vinho. Para a fabricação do vinho só são usadas as uvas da espécie Viti vinífera, que são bem diferentes das uvas que comemos porque tem uma maior concentração de açucar e bagos pequenos (são colhidas em cachos grandes que chegam a pesar 1 quilo). As uvas são esmagadas e o enólogo mistura ao seu suco um microrganismo ( as Shaccharamyces) que transforma o açucar em álcool. Mas
9 - Atenção: nada de acreditar que quanto mais velho, melhor o vinho. A verdade é que nem todos os vinhos melhoram com o tempo e a maior parte deles é produzida para ser bebida depois de no máximo dois anos de engarrafamento. Os especialistas alertam que “só bebidas excepcionais suportam mais de quatro anos. Cada vinho tem o seu melhor momento”.
* Inclusive no dia seguinte
domingo, 8 de janeiro de 2012
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