Eu tinha uns 18, no máximo 19 anos, quando ainda estagiário e, portanto, inexperiente repórter da Ultima Hora fui escalado para cobrir uma importante solenidade noturna nos salões do Itamaraty. A escolha não tinha nada a ver ainda com a qualidade do meu recém iniciado trabalho, mas sim porque eu era o aprendiz de repórter que andava mais arrumadinho, mais limpinho e o único que tinha smoking, traje exigido para a elegante e importante festa.
Nesse dia aprendi uma lição que se fez fundamental para a minha carreira e a minha vida: a importância de estar sempre apresentável porque a aparência é o mais limpo dos cartões de visita. Estar sempre limpo e bem arrumado reflete a limpeza de caráter e a conduta no trato com as pessoas, com seu trabalho, com sua vontade de fazer sempre o melhor, o mais limpo e, portanto, honesto.
Nunca acreditei na velha frase “as aparências enganam”. Não enganam, não e quando algum engano acontece é uma exceção. A vida nos mostra todo o tempo que quem está bem vestido (e isso nada tem a ver com usar roupas caras), limpo e apresentável costuma ter uma conduta moral e de educação muito mais confiável do que quem anda sujo e mal vestido. O mal vestido e sujo é um profissional menos confiável: sua aparência desleixada pode ser o reflexo de sua integridade, de seu caráter, de suas boas intenções e de sua competência.
Exemplos não faltam: repare só como, quando procura um banco ou uma repartição pública, você escolhe sempre aquele funcionário que está mais limpo, melhor vestido, mais apresentável. Você faz isso porque essa é na maioria das vezes uma certeza de melhor, mais educado e mais competente atendimento. Não acredito que um homem que deve servir ao público (vereadores, deputados, senadores, etc.) possa transmitir qualquer tipo de credibilidade se andam sujos, camisa manchada de comida, unhas grandes e imundas, barba por fazer e educação por aprender. Quem anda bem vestido e limpo tem – a gente vê isso todos os dias – uma conduta mais digna e mais confiável nas medida em que esse apresentar-se bem representa também respeito ao público. Na vida pública, por exemplo, alguns políticos estão sempre arrumados. Pelo menos na aparência já que resto a política parece um esgoto, uma vala comum. Quer dizer aqueles que nos representam politicamente precisam estar sempre limpos. Por fora e por dentro Limpeza externa e principalmente interna nunca fez mal a ninguém (Eli Halfoun)
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
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