quinta-feira, 3 de junho de 2010
Lei quer acabar com mulheres falsificadas pelo photoshop
Todos os projetos de lei propostos por deputados e senadores na área federal ou por vereadores, na área municipal, deveriam ter de forma obrigatória um fundo social, ou seja, uma proposta que viesse realmente melhorar a vida da população. Não é isso o que acontece: centenas de projetos apresentados diariamente não têm a menor preocupação social e servem apenas para gastar papel e mostrar um trabalho que sabemos todos não existe. Veja só se tem alguma utilidade social o projeto de lei 6853/10 apresentado pelo deputado Wladimir Costa: ele propõe o que se pode chamar de “lei do photoshop” e acredita que assim o público ficará livre da propaganda enganosa que transforma em beldade qualquer gorduchinha da esquina. Não é bem assim que funciona nas revistas que realmente “photoshopam” modelos e atrizes para eliminar imperfeições e apresentar aos leitores um produto melhor acabado. Não nenhuma intenção de enganar os leitores que, aliás, estão cansados de saber que nenhuma mulher é tudo aquilo que as revistas mostram, mesmo porque não existe mulher fisicamente perfeita. De qualquer maneira o projeto brincalhão que impedir que mulheres excessivamente magras ganhem corpos curvilíneos e as mulheres gordas sejam emagrecidas pelo photoshop. O projeto não quer impedir as transformações apenas nas revistas, mas também em peças publicitárias. Quer dizer modelos ou atrizes não ficarão mais tão belas porque o projeto veda a utilização do photoshop para remover celulite, cicatrizes, rugas, sinais e quaisquer outras imperfeições. Se o photoshop for utilizado a foto deverá estar acompanhada de um selo de advertência: “Imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada”. Com projetos desse tipo ninguém pode duvidar que o Brasil tenha salvação, mas só com photoshop.
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