1- É impressionante o carinho, a admiração e o respeito que Zico ainda provoca nos amantes do futebol, mesmo os que são apaixonados rubro-negros. Esse verdadeiro amor não é resultado apenas da carreira que Zico construiu em campo como um dos maiores craques que o mundo já viu jogar É também reflexo da maneira discreta e honesta com que solidificou sua vida profissional e pessoal. Para o torcedor de qualquer time Zico é e será sempre um exemplo de atleta e de homem. Não me lembro de ter visto o nome de Zico envolvido em qualquer confusão ou badalação, assim como não me recordo de nenhuma declaração através da qual Zico tenha se mostrado grosseiro ou mal educado. Pelo contrário: até em suas mais “quentes” entrevistas Zico mostrou bom senso, respeito pelo torcedor, pela carreira e, o que é fundamental, por ele mesmo. Agora no comando do futebol do Flamengo não tenho dúvidas de que Zico voltará a mostrar competência para transformar-se, não demora muito em um exemplo também como dirigente. Talvez agora o futebol brasileiro finalmente aprenda com ele a importância de ter diretores que sabem das coisas e assim podem administrar melhor e não usar os cargos apenas para aparecer na mídia ou fazer média com jogadores. Zico não precisa aparecer, mas vai por conta de sua seriedade no trato com o futebol. Mais uma vez torcedores de todos os times formarão uma única torcida: a do Zico Futebol Clube
2- Desde criança ouço ouvir que depois de uma bebedeira a ressaca provoca um gosto de guarda-chuva boca. Nunca entendi direito até porque não me consta que alguém tenha comido um guarda-chuva para saber o gosto que tem. Agora percebo também que se transforma em uma arma quase mortal nas mãos daqueles que não sabem carregá-lo com a classe que ele, pede. Choveu, mesmo que apenas timidamente, o guarda-chuva se transforma em área de risco em mãos mal educadas que ameaçam nos cegar ou até tirar um pedaço de nossas cabeças. O guarda-chuva é usado grosseiramente e de forma quase assassina e a impressão que se tem é a de que estão querendo mesmo nos agredir e ferir. Parece que a maioria das pessoas ainda não percebeu que guarda-chuva é apenas uma proteção quando o chuveiro do céu se abre e não uma arma. De onde se concluiu que é preciso educação para usar um guarda-chuva nas calçadas da vida. Aliás, educação e respeito são fundamentais para se fazer qualquer coisa.
3- Outro perigo enfrentado nas calçadas - e esse também dias de sol - é louca e não controlada distribuição de felipetas de propaganda (a eleitoral é a pior de todas quer oferecem dinheiro fácil (faz sentido de juntarmos as felipetas políticas com as de financeiras do dinheiro fácil que só existe para os políticos corruptos, ou seja quase todos) produtos e serviços de todos os tipos. É verdade que a distribuição de felipetas oferece trabalho para quem não quer exatamente trabalhar, mas apenas ficar nas calçadas tumultuando ainda mais o já difícil trajeto dos pedestres e praticamente enfiando na cara da gente um pedaço de papel que a maioria das pessoas se recusa a receber e que os recebem joga o papel imediatamente chão, sujando ainda mais uma cidade que nem é tão limpa assim. Diante de tantos papéis de propaganda jogados no chão a única conclusão possível é que esse tipo de publicidade agressiva e insistente não funciona e acaba jogando no lixo também o dinheiro do anunciante. Até aí o problema é de quem quer desperdiçar dinheiro, mas é problema de todos nós sermos obrigados a
Circular em calçadas imundas. As mesmas empresas que usam as felipetas deveriam ser obrigadas a limpar as calçadas ao final do, digamos, expediente porque por enquanto essa é apenas uma propaganda da sujeira que se acumulo no estado e no município do Rio de Janeiro. Que precisa sim ser lindo, mas também limpo.
4- Em recente capítulo da novela “Tempos Modernos’ a personagem Gorete (Regiane Alves) disse para a filha: “infelizmente ninguém pode escolher a mãe que quer ter’. Essa verdade leva a outra: a da obrigação que todos se impõem de amar a mãe e o pai. Essa é outra, digamos, regra que jamais entendi: amor não e não pode ser uma imposição. Ninguém é obrigado a gostar da mamãe ou do papai, se ele não merecerem. Há pais e mães que não merecem um pingo de amor dos filhos. A gente gosta sim e com enorme prazer da mãe e do pai que se fazem presentes com afeto, com apoio e também como amor. Estranho muito estranho que as mães não se obrigam a gostar dos filhos como nos mostram diariamente o abandono, as agressões e os verdadeiros crimes cometidos contra filhos e, portanto, não me convenço que gostar da mãe ou do pai deva ser como parece, uma obrigação. Amor de verdade não é imposição e não é escolha. É um sentimento inteiro (o melhor e mais forte do mundo) que nasce sozinho. Sem, pai nem mãe.
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