domingo, 16 de janeiro de 2011

Passione: um final com jeitinho brasileiro

Mesmo quem não teve paciência de acompanhar os quase 300 capítulos da novela “Passione” certamente ficou ligado no arrastado último capítulo: novelas têm essa inexplicável magia de atrair todas as atenções no final até de quem quer apenas ter o prazer de criticar. Essa mania brasileira de se deixar envolver diariamente e durante meses por um sempre bem produzido folhetim (não necessariamente só da Globo) é sem dúvida o que incentiva a melhor escola mundial de novelas. A verdade é que quem viu a novela “Passione” inteira ou apenas o último capítulo não pode deixar de reconhecer que o ótimo autor Sylvio de Abreu encaminhou com perfeição a trama, especialmente em relação ao mistério do assassinato de Saulo. Agora é fácil dizer que estava na cara que a assassina era a Clara (trabalho maravilhoso de Mariana Ximenezes). Não estava não. A revelação de mais um crime cometido por Clara foi realmente uma surpresa (talvez até para o elenco), assim como foi surpreendente a personagem aparecer viva e impune, o que pode parecer exagero de ficção, mas é uma realidade comum no Brasil, onde a impunidade coi0rre bem mais solta do que na novela e onde muita gente deixa o país tranquilamente depois de cometer crimes e mais crimes para vive rindo da nossa cara em outro país qualquer livre leve e solto. Nesse aspecto não se pode negar também que apesar de “italianada” “Passione” foi uma novela autenticamente brasileira. I8nclusivenos erros e falhas.

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