quarta-feira, 5 de maio de 2010

Estranho: até parece que esse não também um país de velhos

Falamos tanto em combater o preconceito, mas de uma forma ou de outra, sempre temos um. Repare só como você não consegue chamar quem está com 60 ou mais anos de velho, como se velho fosse um palavrão e uma maneira pejorativa de se referir a alguém mesmo que esteja com a cabeça recheada de cabelos brancos. Vamos combinar: não pode existir nada mais preconceituoso nesse caso do que usar a palavra ancião, idoso ou dizer que fulano está na “melhor idade”, na “idade da razão” e outros disfarces preconceituoso que tentam esconder uma verdade: quem está com 60 ou mais anos é velho sim e daí. Não são os velhos que não gostam de ser chamados de velhos (velhice é uma conquista de vida), mas sim os mais jovens que preferem hipocritamente tratá-los com outros termos que mudam as palavras e mais nada. Transformar velho em palavrão é o mesmo que não chamar um negro de negro, o aleijado de aleijado ou o careca de careca. Isso não é e jamais será uma ofensa. Ofensa é querer esconder a realidade atrás de palavras, como, aliás, fazemos quase sempre e em quase tudo. A realidade não é uma ofensa [é apenas a verdade - uma verdade da qual não se deve ter medo.

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