No blog Panis cum ovum a jornalista Jussara Razze chamoa a atenção para o editorial e a corajosa tomada de posição da revista CartaCapital em relação às eleições presidenciais. Se você não acessou o excelente editorial assinado por Mino Carta aqui estão pequenos trechos para você ler e pensar:
“Guerrilheira, há quem diga para definir Dilma Roussef. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o seqüestro por janízamos, até a tortura e a morte”.
“O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciam organizar manifestação similar nos dias de hoje.”
“E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Roussef enxergamos sem a necessidade de binóculo a oportunidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a mídia e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valer-se das potencialidades gigantescas do País e vulgariza-las com a retórica mais adequada, sem esquecer suave toque de humor sempre que as circunstâncias o permitissem”;
“Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Roussef com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.”
quarta-feira, 7 de julho de 2010
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