sexta-feira, 19 de março de 2010
Olha a figa: Serra só acredita em guru argentino
Pelo menos na hora da crendice o governador de São Paulo José Serra não é tão nacionalista quanto quer mostrar. Enquanto todos os nossos políticos recorrem aos “bruxos” made in Brasil, Serra só ouve e só acredita em um guru argentino (espera-se que não seja o mesmo de Maradona) que mora em Buenos Aires e que quando a coisa complica é convocado por Serra para vir ao Brasil. Aqui a dupla mantém encontros discretíssimos. Parafraseando o filósofo do futebol Neném Prancha dá até para lembrar que se crendice ganhasse eleição teríamos um bando de presidentes de uma só vez.
Corrupto deve ser banido para sempre
Em uma emissora de rádio do Rio (acho que era a excelente Rádio Jornal do Brasil) ouvi, mas juro que entendi, mas não compreendi, uma comentarista política dizer que a cassação do agora ex-governador de Brasília José Roberto Arruda foi uma espécie de, digamos, prêmio. Como ele foi cassado por infidelidade partidária fica com o benefício de poder concorrer a qualquer cargo eleitoral assim que lhe der na telha. Se a cassação tivesse sido, como deveria, por corrupção estaria inelegível por oito anos. De qualquer maneira é um prêmio: político corrupto não poderia voltar a concorrer nem ao cargo de síndico do prédio em que mora nunca mais. Essa história de perdoar ladrão não está com nada porque quem se envolveu com corrupção uma vez se envolverá sempre. A corrupção faz parte do DNA do corrupto seja ele quem for. Permitindo que qualquer político cassado volte a concorrer a um cargo público quem está sendo punido é o povo. Que na verdade já foi punido por ter votado mal.
Paris Hilton volta a atacar. De peito aberto
É possível colocar muitos defeitos (na maioria das vezes a turma exagera) em Paris Hilton, mas ninguém pode deixar de reconhecer que ela é um eficiente marqueteira de sua própria imagem. Agora mesmo, por exemplo, voltou a ganhar espaço em jornais e revista do mundo inteiro ao deixar-se fotografar fazendo topless em uma praia mexicana. Não se sabe se as fotos de Paris Hilton mostrando os seios podem ser associadas a cerveja Devassa ou se estão mais para uma nova marca de leite.
Carrões milionários também estão em alta no Brasil
No Brasil de hoje em que ainda se chora muito e quase sempre de barriga cheia o pobre continua pobre (deixou de ser miserável) e os ricos estão ficando milionários e pelo visto em numero cada vez maior. Quem fizer uma rápida visita a Rua Colômbia, nos Jardins, em São Paulo, terá certeza de que esse é um país de milionários que podem pagar alto por carros de marcas famosas. Só nessa rua estão concentradas agências de automóveis para venda de Jaguar, Ferrari Masserati e Bentley que ganhou sua primeira agência brasileira de vendas essa semana. A Bentley é respeitadíssima no mercado: só no ano passado faturou 105, bilhões de euros com suas “máquinas” feitas quase que artesanalmente.. O carro mais barato da Bentley, que é subsidiária da Volkswagen, é o Armage que custa a bagatela de 230 mil dólares. A paulistada endinheira e que gosta de aparecer até paga porque os carros ficam tantas horas presos nos engarrafamentos que os carros e seus condutores aparecem muito mais. No Rio também existem carrões caríssimos, mas a maioria da população é obrigada a continuar submetendo-se a falta de respeito do Metrô que não consegue mais atender o usuário com um mínimo de conforto.
Jesus quer vender as calças de Madonna
Jesus Luz, que não é bobo nem nada, está aproveitando seu momento Madonna para faturar por todos os lados. Agora mesmo acerta com um fábrica de jeans a criação de uma etiqueta com o nome “Jesus por Madonna”. Se topar a oferta a cantora será responsável pela criação do modelo de calça, o que aumenta a possibilidade dela aceitar entrar no negócio já que ser estilista é uma das atividades que mais gosta, ainda mais agora que está desenhando para o Macy’s uma linha de lingeries baseadas em seus maiores sucessos musicais. De lingeries Jesus ainda não quis saber, mas nada impede o lançamento de uma linha de cuecas que se tiverem compartimentos secretos podem vir a fazer muito sucesso em Brasília.
quinta-feira, 18 de março de 2010
Viver a vida tambén fatura com turismo português
É impossível deixar de reconhecer que no mínimo as novelas da Globo são muito caprichadas visualmente. É um capricho que custa muito caro, mas é um investimento de retorno garantido em dobro ou mais. As novelas faturam milhões e não só com os anúncios veiculados nos intervalos, mas também com a inserção de merchandising de diversos produtos. Agora a Globo acaba de fechar, através da novela “Viver a Vida", acordo de merchandising com a prefeitura de Lisboa que pagará muito caro para incentivar o turismo na capital portuguesa. Para isso a novela gravará cenas com os personagens Bruno (Thiago Lacerda) e Felipe (Rodrigo Hilbert) que como fotógrafos irão a Lisboa acompanhar um evento de moda. Parece que assim ganha todo mundo: o turismo português, o autor que escreverá cenas especiais, os atores transformados em garotos-propaganda e, é claro, a Globo que não brinca em serviço.
CRÔNICA -- Conversa de botequim
O Rio, cidade maravilhosa que muita gente tenta, mas ninguém consegue destruir (o Rio é natureza e a natureza é a mão de Deus), tem muitas características e uma das mais tradicionais e gostosas é sem dúvida a de seus botequins, especialidade carioquíssima de jogar conversa fora que, se não me engano, só existe, nesse estilo “jogadão” e amistoso, por aqui.
Exatamente por ser uma deliciosa marca carioca decidiu-se escolher, através de votação, inclusive popular, os melhores botequins da cidade, tarefa que todo ano não é das mais fáceis: são mais de mil botecos que se espalham por aí e cada freqüentador tem o seu preferido e “disparadamente o melhor” milhares.
Botequim, qualquer que seja, tem a alma carioca e mesmo entrando nesse ritmo “modernoso” (e horrível) de decoração, não perde o principal sentido: reunir pessoas de todos os tipos e que nem sempre precisam gastar muito (tem sempre um novo amigo pagando uma cerveja coletiva) para passar uma agradável noite de conversa e muitas vezes de discussões sem fim, mas que mesmo assim servem para nos fazer aprender alguma coisa. Existem os botequins badalados e que certamente estarão na lista dos melhores, mas a verdade é que o melhor botequim é sempre aquele que fica pertinho de casa e no qual nos abrigamos nos momentos de solidão até porque em botequim ninguém nunca está sozinho: tem sempre um freguês ao lado para conversar e no mínimo está ali sempre, o moço do balcão que geralmente sabe e conta muitas histórias. Também sabe ouvir. Muitas vezes quem está no botequim só quer mesmo é ser ouvido, o que geralmente muitas vezes não consegue nem em casa com a televisão monopolizando o dia inteiro as atenções.
É nos botequins da vida, ouvindo ou só olhando quem por ali está que se recolhem as melhores histórias e, muitas vezes, profundos ensinamentos. Tem muita gente, repare só, que faz do botequim a extensão da própria casa e é nele que recebe os amigos, encontra novos parceiros e até novas perspectivas de vida. Felizmente o Rio está repleto de bons botequins.
* É por isso que continua cheio de vida. Lindo
Exatamente por ser uma deliciosa marca carioca decidiu-se escolher, através de votação, inclusive popular, os melhores botequins da cidade, tarefa que todo ano não é das mais fáceis: são mais de mil botecos que se espalham por aí e cada freqüentador tem o seu preferido e “disparadamente o melhor” milhares.
Botequim, qualquer que seja, tem a alma carioca e mesmo entrando nesse ritmo “modernoso” (e horrível) de decoração, não perde o principal sentido: reunir pessoas de todos os tipos e que nem sempre precisam gastar muito (tem sempre um novo amigo pagando uma cerveja coletiva) para passar uma agradável noite de conversa e muitas vezes de discussões sem fim, mas que mesmo assim servem para nos fazer aprender alguma coisa. Existem os botequins badalados e que certamente estarão na lista dos melhores, mas a verdade é que o melhor botequim é sempre aquele que fica pertinho de casa e no qual nos abrigamos nos momentos de solidão até porque em botequim ninguém nunca está sozinho: tem sempre um freguês ao lado para conversar e no mínimo está ali sempre, o moço do balcão que geralmente sabe e conta muitas histórias. Também sabe ouvir. Muitas vezes quem está no botequim só quer mesmo é ser ouvido, o que geralmente muitas vezes não consegue nem em casa com a televisão monopolizando o dia inteiro as atenções.
É nos botequins da vida, ouvindo ou só olhando quem por ali está que se recolhem as melhores histórias e, muitas vezes, profundos ensinamentos. Tem muita gente, repare só, que faz do botequim a extensão da própria casa e é nele que recebe os amigos, encontra novos parceiros e até novas perspectivas de vida. Felizmente o Rio está repleto de bons botequins.
* É por isso que continua cheio de vida. Lindo
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