quarta-feira, 2 de janeiro de 2013
Roberto Carlos Especial: antes só do que mal acompanhado
Roberto Carlos ainda é a atração maior da programação especial que as emissoras de televisão preparam (ou fingem preparar) para o final do ano. Roberto sempre foi o trunfo maior da Globo que por isso mesmo o guarda a sete chaves com um contrato de exclusividade que vigora há mais de 30 anos. Desde que RC virou a atração maior entre os especiais da Globo muitos diretores passaram pelo programa e cada m tentou inventar uma novidade como se o cantor realmente necessitasse de molduras desnecessárias. Levou tempo até que a emissora percebesse que Roberto Carlos só precisa entrar no palco e cantar, fazer um recital que é exatamente o que o público espera.
No recente especial exibido no dia 25 de dezembro (a data é proposital porque representa um presente de Natal para o público) o diretor Monjardim teve a sensibilidade de deixar Roberto apenas cantar sem estar emoldurado por malabarismos visuais que só cabem em shows circenses. Nos próximos especiais tenho certeza de que até outros cantores (geralmente convidados como coadjuvantes para permitir que RC cante músicas que não são de seu repertório) serão dispensados. Afinal, um recital especial de Roberto Carlos só precisa de uma coisa: Roberto Carlos. (Eli Halfoun)
Fofocas ganham cada vez mais espaço na mídia.Até nos jornais respeitáveis
Parece que as festas de fim de ano movimentam mais as antenas dos fiscais da vida alheia, especialmente nas redações. Uma rápida olhada nos jornais dos últimos dias será suficiente para comprovar o quanto a imprensa esteve interessada em fuxicar a vida dos famosos. Jornais respeitáveis como, entre outros, Folha de São Paulo e o Globo abriram espaço para falar da separação de Ronaldo Fenômeno e para especular em torno de possíveis novos romances entre artistas ou celebridades. A separação de Ronaldo foi comunicada oficialmente pelo jogador que assim evitou desagradáveis especulações cabia no noticiário dos chamados respeitáveis jornais, mas o que ficou (e não é de agora) muito claro é que os fiscais da vida alheia não atuam como sempre se tentou fazer crer apenas em revistas sobre televisão e celebridades. Portanto, é bom começar o ano consciente de que está mais do que na hora de parar de culpar a imprensa dita especializada em fofocas e especulações pessoais que nem sempre ou quase nunca partem delas. Fazer e ouvir fofoca é uma característica humana que por isso mesmo muitas vezes se faz até aceitável. O que não se pode mais aceitar é que a imprensa que se considera séria, mas alimenta fofocas, continue condenando o que chamam de revistas menores. Os ditos jornalões deviam assumir suas porções fofoqueiras. Seria muito mais justo e corajoso. Feio é, além de não assumir, botar a culpa nos outros. (Eli Halfoun)
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Uma nova data no calendário. Será que é mesmo um novo ano ?
A partir de hoje o calendário estará marcando uma nova data, mas será que estamos mesmo iniciando um ano novo e um novo tempo. O novo ano é apenas a continuação do que ficou para trás. Nada muda nada se modifica apesar das muitas promessas pessoais e das feitas por aqueles que têm a obrigação de melhorar se não os nossos destinos pelo menos as nossas vidas em sociedade. Sempre esperamos muito do novo ano como se a simples mudança de data no calendário (é a única coisa nova com a qual lidamos) pudesse realmente modificar tudo. O novo ano nos enche de esperança - esperança de que as condenações do mensalão sejam realmente executadas e sirvam de exemplo de que o Brasil está deixando de ser o país do papo furado; esperança de que o país possa realmente acabar com a miséria, inclusive o miserável salário mínimo pago à maioria da população. 2013 é um ano de preparação política e em consequência o ano para que ano que vem saibamos escolher melhor os nossos governantes. O ano só será realmente novo se cada um de nós provocar e exigir mudanças. Do contrário será como sempre apenas uma nova data e a continuação do ano que acabou, mas parece nunca acabar. (Eli Halfoun)
Um ano com mais do que 2013 realizações para todos
Até a velha tradição de enviar e receber cartões de Natal (muitas vezes as pessoas nem enviam e colocavam a culpa nos Correios que não tinha entregado o suposto cartão) perdeu vez no moderno do mundo tecnológico. Hoje é tudo por pelo santo e rápido e-mail. Entro nessa onda para enviar a todos via Correio eletrônico, o cartão que criei, mas não achei necessário imprimir. É esse:
“TEM GENTE QUE PENSA NOMUNDO COMO ELE É E PERTGUNTA POR QUÊ? EU PENSO NO MUNDO COMO ELE PODERIA SER E PERGUNTRO PORQUE NÃO? (Robert Kennedy)
QUE 2013 SEJA DO JEITO QUE VOCÊ QUER
COM MUITO MAIS DO QUE 2013 REALIZAÇÕES.
Eli Halfoun
Tabelinha milionária vai tirar o Maracanã da boca do povo
Todo mundo sabe que a milionária reforma do Maracanã foi bancada com o dinheiro de nossos impostos, mas como sempre a população não será a maior beneficiada: duas empresas privadas é que deverão ficar numa boa explorando o estádio e o povo. Embora o arrendamento do Maracanã vá depender de concorrência é possível adiantar quem ficará com o melhor pedaço do bolo: acredita-se que nenhuma empresa terá condições de concorrer contra a sociedade armada pela IMX de Eike Batista e a construtora Oderbrecht. Em outras palavras: mais uma vê nós é que teremos de pagar muito para que eles tenham muito lucro. (Eli Halfoun)
Vendedoras de porta em porta estão deixando as mulhres de "pernas pro ar"
Os tempos mudaram mesmo: até recentemente mulheres só vendiam de porta em porta cosméticos, acessórios de beleza, utilidades domésticas e roupas. Agora está aumentando o volume de vendas (e de vendedoras) que oferecem de porta em porta os chamados brinquedinhos eróticos para como dizem as vendedoras “apimentar a relação”. O surgimento de novas e especializadas vendedoras não acontece somente porque os casais estão ficando mais espertos e liberais. As vendas também foram impulsionadas pelo sucesso dos filmes “De Pernas Pro Ar” que estão até funcionando como modernos filmes educativos sexuais. (Eli Halfoun).
Homens perdem o mesmo tempo de horas das mulheres com a aparência
A maioria dos homens reclama do tempo que as mulheres levam para se arrumar usando maquiagem, cosméticos e tudo mais que possa enfeitá-las Parece que os homens cada vez mais metrossexuais não tem motivos para tantas reclamações: pesquisa do IBGE sobre o tempo utilizado pelos homens revela que o sexo masculino também gasta de três a três horas e meia nos cuidados com a aparência. É o mesmo tempo utilizado pelas mulheres. O estudo foi feito em São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul e Pará. Mostra ainda que a divisão de horas de trabalho continua a mesma: homens trabalham o dobro de horas das mulheres, mas elas ainda gastam tempo de trabalho com afazeres domésticos. Mesmo que nos dias de hoje muitos homens também estejam ajudando na organização da casa (passando roupa, varrendo e lavando louça), além de cozinhar, o que, aliás, costumam fazer bem melhor do que as mulheres. (Eli Halfoun)
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