quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Faltam 20 anos para o Brasil acabar com a pobreza

Talvez a expectativa de vida que nos prometem agora até me deixe chegar lá, mas dificilmente estarei aqui para ver concretizado um sonho que carrego desde a juventude: o do fim da pobreza no país. Estudos da Pesquisa Nacional de Amostragem revelam que “dentro de 20 anos o Brasil poderá eliminar a pobreza, o que não significa absolutamente que estaremos todos ricos, mas sim que, enfim, não seremos mais um país de miseráveis que na maioria das vezes não tem nem o que comer. Para Sergei Soares, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Aplicada “matematicamente falta pouco, mas isso não quer dizer que uma política pública para a eliminação da pobreza seja tão fácil assim. Temos muito espaço para melhorar, mas desigualdade zero é algo utópico”. Ao Jornal do Brasil Sergei Soares disser também que “não foram grandes os efeitos da crise. Ela não chegou a aumentar a desigualdade de renda. Os efeitos foram pequenos e temporários. Acredito que esses efeitos já devem ter passado no mercado de trabalho”. O estudo mostra que a desigualdade de renda caiu entre 2001 e 2008. Segundo a pesquisa mais entre 2005 e 2009 os 5% mais ricos tiveram uma queda de 2% na renda enquanto parte da população que representa os 5% mais pobres teve um crescimento de renda de 20%. Outros resultados do estudo: entre 2005 e 2009.a metade mais rica da população teve um crescimento de renda entre 13% e 30% enquanto a mais pobre teve crescimento de 31% a 35%. Ou seja: nenhum rico ficará mais rico e finalmente o pobre deixará de ser miserável. Continuo sonhando que isso realmente aconteça. Sonhar sim é que faz a igualdade total entre os homens.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Marina Silva: para o bem de todos e felicidade geral da Nação

Por mais que os políticos estejam desmoralizados (culpas deles mesmos) e que quase ninguém confie mais na política que se pratica por aqui esse é o assunto de todas as conversas. Em casa, nas esquinas, nos botecos todos comentam a eleição, especialmente a surpresa da candidata Dilma Roussef não ter vencido no primeiro turno, como indicavam as pesquisas. O assunto mais abordado é o da inesperada votação conquistada por Marina Silva, sem dúvida a grande vitoriosa da corrida presidencial. Não há um único eleitor que fale mal da candidata do PV que conquisto importante espaço pessoal e também para seu partido. Cada vez fica mais claro que Marina Silva será decisiva, com seu apoio para a decisão do 2º turno. Seja quem for o vencedor não pode e não deve abrir mão da presença de Marina Silva no governo como ministra que já foi ou em qualquer outro cargo de confiança. Até porque Marina é a nova dona do pedaço e segundo o que se ouve em todas as conversas ela é hoje o político em quem o povo mais confia. Sei não, mas se a eleição fosse agora corria o risco de Marina Silva ganhar. Disparada na frente.

Renato Aragão: um menino que faz todo mundo ser criança no picadeiro da televisão

Palmas para ele que ele merece. Aos 75 anos de idade Renato Aragão está comemorando 50 anos do personagem Didi Mocó. Ninguém permanece atuando tanto tempo com o mesmo personagem se não tiver talento para renová-lo e fazê-lo chegar sempre inteiro ao público. Charles Chaplin foi assim com Carlitos e Mario Moreno com Cantinflas. Renato Aragão é um dos maiores fenômenos da televisão brasileira mundial porque soube construir um personagem ingênuo e de um humor puro que arrancou pelo menos um sorriso, mesmo que disfarçado, do mais carrancudo e exigente dos telespectadores. Quando estreou na velha TV Tupi com “Os Trapalhões” muita gente torcia o nariz para o cearense cabeça-chata que pretendia fazer rir com uma presença que inicialmente pouco ou quase nada era notada. O sucesso de Renato só ficou sólido quando ele foi convidado para levar seu grupo de trapalhões para a exigente Rede Globo. Parecia loucura da Globo ao fazer o convite e loucura maior de Aragão ao aceitar o desafio de arriscar carreira e personagem em uma emissora que poderia “queimá-lo”. A Globo apostou e Aragão foi e venceu. E venceu porque sempre se manteve fiel a proposta de fazer do palco da televisão o picadeiro central do palhaço que sempre quis ser. O segredo do sucesso de Renato Aragão é justamente esse: ele dá para o público da televisão e do cinema o humor puro e ingênuo que nos acostumamos a ver nos circos de nossa infância. Resultado: Aragão conquistou a platéia infantil que adora circo e fez com que o público adulto, que torcia o nariz para “aquelas besteiras”, percebesse que ainda existe algo de infantil no adulto que sabe deliciar-se com a ingenuidade do humor do palhaço Aragão. Mesmo criticado pelos mais exigentes Aragão foi, com uma cambalhota aqui, outra cambalhota ali, brincando ingênua e infantilmente no palco de nossas vidas e fez com que o personagem Didi Mocó passasse a fazer parte da vida de nossos filhos e das nossas. Renato Aragão nunca deixou de ser criança na hora de brincar com piadas que não teriam o menor efeito se fossem contadas ou interpretadas por qualquer outro comediante. Nenhum comediante seria tão ingenuamente palhaço quanto Renato Aragão. É por isso que aos 75 anos Aragão continua sendo uma criança que diverte e se diverte no picadeiro que aprendeu a usar e comandar com mestria. Renato Aragão é o eterno menino que todos nós somos ou gostaríamos de ser. Palmas que ele realmente merece.

Silvio de Abreu: uma inteligente parceria com a mídia

O mistério criado na imprensa e alimentado pelo próprio autor em ‘quermorrer6átorno da morte de um dos personagens da novela “Passione” ficou tão grande quanto aquele que Silvio de Abreu deixa rolar na trama da novela. Autor experiente Silvio de Abreu dever ter buscado em muitos filmes (é apaixonado por cinema) não exatamente como, digamos, inspiração para o assassinato envolver uma dezena de personagens na teia que tirará um de cena. O autor não adianta nada, o que aumenta as especulações e alimenta o mistério na mídia atraindo mais interesse e curiosidade do público. O telespectador está motivado e envolvido por um jogo de adivinhação para saber quem será morto e quem será o assassino, mistério que ao que tudo indica se estenderá até o final da novela. A trama, especialmente na mídia não poderia ter sido mais bem construída: hoje ninguém aposta todas as fichas em um único assassinado que pode ser Saulo, Fred, Clara, Diana, Mauro, Stela, Antero e Bete. Tiro duplo e certeiro: quem não morrer certamente será suspeito. Em vez de brigar com a imprensa como costumam fazer os autores, Silvio de Abreu teve a inteligência de buscar a imprensa para uma parceria que tem dado o melhor dos resultados: a imprensa alimenta o mistério, mas não pode resolvê-lo. O autor abastece a imprensa como farta munição de hipóteses e só ele pode acabar com a duvida de “quem morrerá?”. Um quebra cabeça bem montado a mostrar que o autor que tiver inteligência suficiente para unir-se com a mídia só sairá ganhando, assim como a novela e o público que,convenhamos, adora esse joguinho de adivinhação que o transforma também em “autor” e é assunto para muito papo. Portanto, quanto mais confusão, melhor.

Sexo é coisa de feira quente com muita ação

Além de um grande prazer o sexo é um grande negócio que movimenta milhões em todo o mundo não só com a cada vez mais literalmente ativa e movimentada indústria cinematográfica pornô, mas também com a venda dos mais variados e esquisitos produtos criados para, digamos, esquentar as relações. Feiras de produtos eróticos atraem centenas de turistas e por isso mesmo são realizadas em quase todo o mundo fazendo circular um enorme volume de dinheiro. O Rio, onde com ou sem licença se pratica todo tipo de negócio sexual, vai finalmente ganhar a sua feira erótica. Ancelmo Goes informa em O Globo que finalmente a Prefeitura liberou o alvará para que a Hot Fair seja montada (inauguração prevista para o próximo dia 28) no clube Monte Líbano. Esse tipo de feira que não ofende ninguém (vai quem quer) acontece há anos em São Paulo e sempre com sucesso de público e de vendas. Era inevitável que chegasse ao Rio. Um estado com natural vocação turística como é o Rio não pode abrir mão de nenhum evento que atraia mais e mais turistas, que já nos procuram também por conta das muitas ofertas sexuais oferecidas na maioria das vezes clandestinamente, o que não é o caso da Hot Fair. Sexo não é pecado e com prevenção e proteção não faz mal a ninguém. Ainda. Mais quando além de satisfação física e emocional oferece lucro, ou seja, prazer em dobro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Craque na vida não é quem usa crack. Passione mostra isso

O envolvimento suicida dos jovens (e de muitos adultos) com as drogas tem sido motivo de muitas palestras, estudos, reportagens, artigos e livros sempre na tentativa maior de alertar a juventude para o perigo mortal que as drogas, todas as drogas, representam. Toda ajuda é válida, mas me parece que a melhor abordagem do tema está sendo feita agora pelo autor Silvio de Abreu na novela “Passione”. Silvio não propõe nenhuma solução e nem se coloca como conselheiro, mas mostrar a decadência de um jovem saudável e sem problemas econômicos (emocionais o personagem tem (e muitos) a novela se encarrega de mostrar como é dramático o destino de quem se envolve com as drogas. Talvez esse tipo de susto e alerta seja o que mais funcione como “remédio” para quem acredita que poderá livrar-se das drogas quando quiser e bem entender. Não é assim: o dependente fica cada vez mais vulnerável e depende e seu único destino é o de transformar-se em um miserável humano, um doente gravíssimo que faz de tudo para livrar-se de qualquer tentativa de tratamento porque nunca acredita que é um doente. Silvio de Abreu trata o assunto com realismo e conta com um excelente desempenho de Cauã Raimond interpretando um drogado com perfeição tanto na postura emocional como na física e a reação protetora da mãe, o impotente sofrimento do irmão e a revolta de um pai desajustado também ganham traços reais na novela. Não são poucos os pais como o bem interpretado personagem Saulo, que na vida real também se abstém na hora de ajudar os filhos simplesmente porque não percebem que o filho não é um vagabundo marginal, mas sim uma jovem doente que mesmo que não queira precisa de muita ajuda. O personagem Danilo virou um trapo humano. É exatamente isso o que acontece na vida real: conheço muitos casos assim e um dos mais impressionantes é o de uma médica (excelente cardiologista) que aos 50 anos e com uma carreira brilhante vive (?) hoje na sarjeta (se é que ainda não morreu) para poder consumir crack nas esquinas sujas e amaldiçoadas da vida. A médica apesar de todas as informações às quais tinha acesso foi vencida pela força destruidora de uma droga que decreta a morte de quem a consome. A mulher bonita, inteligente (será que era mesmo?), profissional bem sucedida é hoje um lixo humano que não serve para nada e para ninguém. Nem para ela mesma. Ao abordar o tema sem discursos demagógicos e sem pretensão salvadora a novela “Passione” entrega ao público imagens que falam mais do que milhares de palavras e se não ajudam aos que estão aprisionados pelo vicio alerta com clareza aos jovens para a necessidade de jamais se deixarem envolver com qualquer tipo de droga. Craque na vida não é absolutamente quem usa crack.

Curso ensina mais sobre assessoria de imprensa de moda

São muitas as pessoas que se intitulam assessores de imprensa só porque procuram os jornais para plantar notinhas. Não é de hoje que esse trabalho de assessoria é realizado por profissionais que não entendem do assunto, até porque nem jornalistas são. Agora vai mudar: para quem se dedica a prestar assessoria de imprensa de moda a relações públicas e produtora de moda Patrícia Villar dará um curso de assessoria de moda. O curso começa no próximo dia 27 (inscrições a partir do dia 20 pelos telefones 2274-9395, 3205-3743 e 7864-9948) e durante oito aulas terá temas como redação de realese, pesquisa e montagem de sugestões de pauta. As oito aulas, ao custo de R$ 450,00 em duas parcelas serão das 19 às 21h30m.
ás quartas-feiras no Espaço Tudo é Moda, na Gávea, Rio. Além dos ensinamentos de Patrícia haverá também dicas reunidas em palestra de Alice Autran, editora de moda da Revista O Globo. O aluno melhor classificado na prova final ganhará estágio de um mês na Press Rio Assessoria de Comunicação, que é dirigida por Patrícia Villar. Mais informações em www.pressrioassessoria.com Nesse bate-papo Patrícia já dá algumas dicas:
Você é assessora de imprensa e, portanto, trabalha divulgando os produtos e ações desenvolvidos por outras pessoas. Como surgiu o interesse na área de marketing ?
Para desempenhar a função de assessora de imprensa tenho que, obrigatoriamente, estar sempre muito bem informada para que eu possa criar links interessantes com notícias dos meus clientes e sugerir matérias que despertem o interesse da imprensa. Sou uma curiosa nata e estas pesquisas viraram a minha grande paixão. Com o tempo, comecei a perceber que o processo estava se invertendo, ou seja, ao invés de identificar notícias que se transformariam em ganchos para matérias com meus clientes, comecei a sugerir para eles ações e produtos que poderiam se transformar em notícia. Neste caso, acabo misturando as funções de assessora de imprensa com a de consultora de marketing.
Mas para identificar quais tendências podem ser interessantes para seus clientes é preciso ter um bom faro. Você se considera uma pessoa com bom feeling para identificar e antecipar o que pode virar tendência no nosso mercado?
Pergunta difícil de responder...Mas posso dizer que sim. Não é raro observar alguma coisa, seja um item de moda, decoração ou até um comportamento, e pouco tempo depois vê-la disseminada na mídia. Quando comecei a ouvir falar nas pop-up stores (lojas com prazo de validade), fiquei bastante intrigada (positivamente) com o assunto. Por aqui, as pop-up stores ainda não são a febre lá de fora, mas acho que chegaremos lá. Explicaria isso graças à urgência de consumo que está se criando para despertar desejo nas pessoas. Se os consumidores não tem dinheiro, é preciso fazer com que eles não pensem muito. O ato da compra deve se transformar em uma “oportunidade única e imperdível” . Esta é uma forte arma de sedução que o varejo vem identificando. Promoções relâmpago, promoções apenas pela internet, lojas que funcionam apenas por alguns dias (pop-up stores) são formas de despertar a sensação de uma oportunidade imperdível. Isso me faz lembrar dos supermercados, que sempre fizeram aquelas promoções relâmpago anunciadas no microfone. Eles já sabem das coisas há muito tempo.



Existe(m) alguma(s) tendência(s) que você poderia citar como aposta(s) para o futuro próximo ?
Existem várias. Claro que não sou vidente...rs, mas o faro me diz que algumas mudanças de atitude vieram para ficar. Vou citar três.
Quando vi o catálogo virtual da Burberry com pessoas comuns usando trench-coats mundo afora fiquei impressionadíssima e imediatamente passei a idéia para meus clientes, especialmente para uma cliente de moda festa-noite, para quem sugeri criar em seu atelier um ambiente cenográfico para clicar as clientes que comprassem seus vestidos e colocá-las em uma galeria de fotos no site. Estas clientes vão contar para as amigas, que vão entrar no site para vê-las e já criou-se assim uma divulgação boca a boca. Estamos vivendo na era do Big Brother, dos 15min de fama, dos blogs de moda de rua. Usar pessoas comuns na passarela e no catálogo é uma tendência que, na minha opinião, pode crescer muito, pois é uma forma de aproximar o sonho da realidade, de mostrar que o seu produto foi criado para pessoas comuns e não apenas para ícones de beleza.
Outra tendência que também acredito é no “marketing adulto”, que aposta em temas picantes, no macabro, na pornografia, mas sempre de forma sutil e elegante. Tenho lido bastante a esse respeito e a estratégia de uma sorveteria londrina, que criou toda a sua campanha de divulgação inspirada no universo pornô, me chamou atenção em especial. As pessoas querem se chocar, querem ser impactadas e assuntos como estes ainda causam impacto, principalmente quando o produto não tem nada a ver com esse universo. Um outro exemplo bacana é de uma grife de coisinhas fofas - tipo travesseirinho da vovó, almofadas e afins - que criou uma linha super mimosa (estilo Cottage) com dizeres pra lá de ousados. Imagina uma toalhinha de ponto de cruz super delicada com uma frase pornográfica bordada ? Chocante, não é ? Impossível passar despercebido.
E a terceira tendência que vou citar é a “mordomia”. Se o produto ou serviço de uma marca não tem um diferencial muito grande, nem é super vanguarda, paparicar o cliente é uma necessidade básica nos dias de hoje. Todos estamos trabalhando mais sem ganhar mais por isso, ou seja, é preciso oferecer facilidades (descontos em parceiros, brindes, entrega em casa, consertos, sites com informações úteis para o cliente, etc) e não cobrar mais por elas. O ideal é oferecer vantagens e ferramentas que realmente facilitem a vida do cliente. Uma vez estava em um salão de beleza e vi uma cliente dizer que não poderia ficar para fazer o cabelo porque tinha que buscar o resultado de um exame do filho em um laboratório, que já estava prestes a fechar. A gerente do salão imediatamente convocou um funcionário para buscar o exame e a cliente ficou muito agradecida. Esta é uma das formas que vejo hoje de conseguir algum tipo de fidelidade com o consumidor.
Para ter idéias é preciso ser criativo. Que conselho você daria para as pessoas que querem exercitar a criatividade ?
Ser curioso e muito observador. Aprendi em um curso de PNL (programação neurolinguística) que a melhor forma de exercitar a criatividade é expondo-se sempre a novos estímulos. Viaje para lugares diferentes, coma em restaurantes diferentes, não peça sempre o mesmo prato, leia textos de todos os assuntos, mesmo aqueles que não te interessam tanto, conheça o máximo de pessoas possível, converse, escute, vá a exposições, estimule bastante o olhar. Esta bricolagem se transformará no seu instrumento de trabalho mais poderoso.